Expert é mecenas da exposição ‘Os Mariemes’ da AMI
Até dia 30 de Junho, está patente na Fábrica do Braço de Prata, na Sala Michel Foucault, a exposição de fotografia ‘Os Mariemes’. De autoria do fotógrafo Luís Godinho, natural dos Açores, a exposição é composta por 30 imagens que contam a história da missão e das pessoas que os Mariemes encontraram por lá. A exposição conta com o apoio da Expert como mecenas.
“Uma das nossas preocupações é o zelo pelo bem estar da cultura do nosso país. Para nós, é extremamente importante apoiar este tipo de iniciativas pois estamos a apoiar a cultura e um conterrâneo nosso, levando o seu nome e dos Açores mais longe, mostrando o trabalho que por lá se faz e os profissionais que lá moram”, afirma Luís Vasco Cunha, Administrador do Grupo Susiarte.
Mariemes é o nome que uniu todos os aventureiros que acompanharam a AMI nesta missão humanitária ao Senegal. Marieme é o nome de uma menina senegalesa, filha de um técnico de uma ONG parceira da AMI no Senegal. A Marieme, passava o dia junto dos aventureiros, fosse a brincar ou apenas a observar os trabalhos que se iam fazendo. Ela, foi o elo de ligação, a unificadora de todos os participantes desta missão. Quando houve necessidade criar um grupo de conversa para os aventureiros, numa rede social, a escolha do nome desse grupo foi unânime: “Os Mariemes”.
Luís Godinho, fotógrafo e também ele Marieme, descreve o que por lá sentiu: “Tudo o que o sonho precisa para ser realizado, é alguém que acredite nele. Ir numa missão ao Senegal, era um dos meus sonhos. A viagem, fez-me olhar para vida de uma forma mais pura e verdadeira. Num mundo egocêntrico, ter a oportunidade, nem que seja por cinco minutos, de fazer a felicidade de alguém, é algo mágico e impagável”.
A descrição desta viagem não pode ser feita de outra forma senão, na primeira pessoa. “A XV Aventura Solidária da AMI ao Senegal foi, também por isso, especial, intensa e inesquecível. Guardarei na memória todas as manifestações de cultura que me foram dadas a ver; fosse através das danças ao som dos Djembes, dos rituais com água e leite das famosas lutas Lamb, dos centros de saúde, de vacinação e costura, dos mercados e dos imponentes embondeiros. Os traços dos rostos dos mais velhos e o olhar penetrante e doce das crianças, perpetuam-se na lembrança de todos os aventureiros e técnicos da AMI”, descreve Luís Godinho. “Quem se aventura numa missão destas, acaba sempre por dizer, que trouxe muito mais do que o que deixou”, acrescenta.
Esta exposição de 30 imagens jamais poderá contar as emoções vividas pelo grupo e pelo fotógrafo e é apenas uma menção à grandiosidade de sentimentos que se deram a todo o momento.
“Sei que os laços que criámos entre nós e aquele povo, farão para sempre, parte da minha existência enquanto pessoa. Como testemunha visual ficará o registo fotográfico, que espero, possa permanecer para além de mim e perpetuar no tempo a imagem deste povo e a bondade das pessoas que nunca se esquecem dele”, conclui Luís Godinho.
A exposição está patente na Fábrica do Braço de Prata, na sala Michel Foucault, até dia 30 de Junho, de acordo com o horário do espaço.



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