Encontrar trabalho é 19.7% mais rápido no mercado das TIs
Esta é uma das principais conclusões do evento “The HR of IT”, realizado pela CIONET no passado dia 29 de Outubro. Foram também debatidos os desafios e obstáculos associados aos recursos humanos nas empresas portuguesas, a relação entre Geração X e a geração de Digital Natives, bem como o Employer Branding, usado cada vez mais para atrair e reter os melhores talentos.
A CIONET, a maior comunidade de executivos de TI na Europa, com mais de 4.300 CIOs e CTOs, organizou no passado mês, o evento “The HR of IT”, com o objetivo de compreender os desafios da gestão e das equipas de Tecnologias de Informação. O evento decorreu na NOVA School of Business and Economics, em Lisboa, no dia 29 de outubro. Uma das principais conclusões do evento foi o facto de os profissionais de TI terem um reentrada no mercado de trabalho que é 19,7 por cento mais rápida que a média, estimando-se que sejam necessários menos 2,4 meses menos para encontrarem trabalho que os profissionais de outras áreas.
No evento estiveram presentes executivos de empresas como Jeronimo Martins, Fidelidade, Novo Banco, AdvanceCare, AR Telecom, Suma, TNT, Lusa, HP, NOS, Auchan, Outsystems, SAPEC, entre outras, os quais lançaram várias questões ao grupo de oradores presente: Anabela Ventura, Managing Partner da LHH/DBM Portugal, David Correia, Enterprise Relationship Manager do LinkedIn e Isabel Reis, Diretora Executiva da EMC Portugal.
Anabela Ventura estabeleceu o debate, mencionando que o “exponencial crescimento do sector de TI, tem uma relação estreita com o empreendedorismo nesta indústria”, e é onde os profissionais, em média, levam menos tempo na recolocação, cerca de 19.7% ou 2,4 meses menos. Atualmente não são apenas consideradas as competências técnicas de um profissional mas também as suas competências emocionais e relacionais. Como tal, a responsável alertou para o facto de serem cada vez mais utilizadas ferramentas sociais de recrutamento, como o Linkedin e Facebook, chamando a atenção para existir alguma contenção na chamada “ publicação de estados de alma nas redes sociais”. A gestora considera ainda que o emprego feminino nas TIs tem muito por onde crescer, sendo que do universo de candidatos trabalhados apenas 16% dos colaboradores em tecnologias de informação são mulheres.
David Correia, sublinhou, através de estudo efetuado para Portugal, os pontos considerados mais importantes para os colaboradores na área de TI, e revela um perfil diferente do que se fazia notar há alguns anos. O top três de características de interesse numa função segue a seguinte ordem: trabalho desafiante (62%), o equilíbrio entre vida profissional e vida pessoal (55%), a remuneração/benefícios salariais (51%).
Isabel Reis, por seu turno, mencionou o desafio das empresas com a relação entre colaboradores da geração digital e colaboradores da geração X, sendo que os primeiros utilizam mais os meios tecnológicos enquanto os segundos preferem o “cara-a-cara”. Cabe aos Recursos Humanos criar iniciativas e ambientes em que ambas as realidades coexistam, tendo a executiva aconselhado a uma gestão “adequada a cada pessoa” tornando assim a comunicação fluida e transversal.
No debate final interativo surgiram temas como o atrito negativo (resultante de restruturações, fusões e aquisições) que é compensado por culturas corporativas mais integradas, como é o caso da japonesa ou mesmo da necessidade de criação de pools de candidatos para funções futuras.
O moderador do debate Rui Serapicos, Managing Partner da CIONET, afirmou relativamente ao evento: “Este poderá ser o primeiro de uma série de debates sobre o emprego digital, requalificação e empregos do futuro. No seguimento da Cimeira Grand Coalition for Digital Jobs, a sociedade civil pode aportar muito valor para a criação de novos modelos emprego, negócio e desenvolvimento económico.”



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