Greve do SIEAP resulta em perda de volumes no Terminal XXI
A greve convocada pelo Sindicato SIEAP, que decorre entre 22 e 26 de setembro com uma paragem diária de 12 horas, está a ter consequências financeiras graves no Terminal XXI da PSA SINES.
Face à instabilidade gerada, um dos principais clientes da PSA Sines retirou os seus navios do porto de Sines, transferindo operações para outros terminais. Embora a adesão à greve seja mínima, o desvio de volumes resultará num impacto financeiro substancial para a empresa, para o emprego de centenas de trabalhadores, bem como para a confiança dos mercados internacional e nacional no Porto de Sines.
Este cenário é ainda mais preocupante tendo em conta que a empresa tem cumprido integralmente os aumentos salariais acordados e mantém-se em diálogo construtivo com o Sindicato XXI, com quem assinou recentemente um acordo de entendimento e criou um grupo de trabalho dedicado à revisão de horários.
A PSA Sines reitera o seu compromisso com a justiça, a igualdade e o respeito por todos os seus colaboradores, tendo implementado medidas concretas que comprovam esse compromisso:
• Em janeiro de 2025, foi aplicado o aumento integral do IPC de 2,4% a todos os trabalhadores.
• Em abril de 2025, realizaram-se as progressões automáticas de todos os colaboradores elegíveis. Os profissionais da PSA Sines são, atualmente, os mais bem remunerados do setor portuário de contentores em Portugal.
• Em setembro de 2025, cada trabalhador elegível recebeu uma gratificação de 100 € e duas refeições na cantina, como reconhecimento pela marca histórica de 116 000 movimentos em julho.
• Existe uma compensação variável em vigor de setembro a dezembro de 2025.
• O Tribunal da Relação de Évora confirmou que o horário em vigor na empresa respeita integralmente a legislação laboral portuguesa.
Apesar destes avanços, a greve provocou um rápido desvio de carga, perturbações nas cadeias de abastecimento, danos reputacionais para o porto e um aumento da pressão financeira sobre a PSA Sines.
A PSA Sines mantém-se totalmente aberta ao diálogo e à construção de soluções conjuntas, mas considera que o processo negocial deve decorrer num ambiente livre de pressões externas ou de paralisações em curso, para que seja possível continuar a trabalhar em soluções equilibradas e responsáveis, que protejam os trabalhadores e assegurem a competitividade do porto.

